Em Foco

Devocional Diário 15/10/21

Introspecção:

Texto base: ATOS 2:1-4

 

O texto acima citado se tornou um marco para os cristãos, trazendo o relato da descida do Espírito Santo no dia de pentecostes. Data que deu início a obra dos apóstolos, sendo estes os fundadores da Igreja Primitiva. Antes da sua ascensão, Jesus prometeu mandar o Espírito aos seus discípulos. A vinda do Espírito era necessária aos apóstolos para que eles fossem testemunhas e pregassem o Evangelho. Então, o Espírito veio para preparar os apóstolos. Eles foram escolhidos por Jesus e, agora, seriam ordenados publicamente pelo Espírito Santo para pregar o Evangelho.

Antes da descida do Espírito Santo, havia uma inquietação entre os discípulos sobre qual seria o maior entre eles. Com a espera do cumprimento da promessa dada por Jesus, essas inquietações foram colocadas de lado, e todos se colocaram em busca do mesmo objetivo. Permaneceram juntos em oração no mesmo lugar, até que do alto fossem revestido do poder de Deus.

Se desejamos que o Espírito seja derramado sobre nós, precisamos ser unânimes, isto é, precisamos almejar este tão sonhado e esperado avivamento genuíno. Deixemos de lado as diferenças de sentimentos e interesses, como a que havia entre os discípulos, e vamos focar na promessa de Jesus.

O Espírito veio como o som de um vento. As pessoas ouviram a voz do vento, mas não sabiam de onde vinha nem para iria. O som do vento mostra também a liberdade de Deus. Jesus já havia falado sobre isso em João 3:8. Lá, ele disse: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (João 3:8).

Logo em seguida, vemos que houve outros sinais. As pessoas que estavam reunidas no cenáculo viram línguas repartidas como que de fogo. As línguas pousaram sobre cada um dos que ali estavam. Eles foram cheios dos dons do Espírito Santo; receberam poderes milagrosos para o avanço do Evangelho, passaram a falar não de pensamentos ou meditações previas, mas como o Espírito lhes concedia que falassem. O Espírito de Deus se encontrava no meio dos discípulos de Jesus Cristo e não lá, no santuário do templo. O Espírito escolheu aqueles homens para serem os líderes do seu povo. O Espírito Santo os santificou e preparou-os para o seu trabalho. Cheios do Espírito Santo, agora, os discípulos estavam aptos para cumprir a obra para qual foram chamados, pois o Espírito de Deus é quem capacita a cada um nós. Agora, eles pregariam com ousadia e manifestariam os sinais e milagres que Jesus também realizou, e outros maiores, como diz a Palavra.

O fogo espalha-se facilmente. Espalhou-se sobre as 120 pessoas e, depois, mais do que 3000 pessoas pegaram fogo! Isso é o trabalho do Senhor. O genuíno avivamento gera esse poderoso efeito de incendiar vidas. O fogo se espalha pela pregação da Palavra. A fé vem pelo ouvir da Palavra. “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não foram enviados? (Rom. 10, 14-17). A Igreja, que está cheia do Espírito Santo prega “as grandezas de Deus, realizadas em Jesus Cristo”.

O avivamento na vida do povo de Deus é uma necessidade. Quando o avivamento chega à Igreja, ela muda. Quando a Igreja de Atos foi avivada, sua história mudou. De fato, nós devemos almejar o avivamento, de todo nosso coração; então, teremos condições de cumprir o IDE do Senhor Jesus, e vidas se converterão, da mesma forma que aconteceu com Pedro, após ser cheio do Espírito Santo.

Não podemos “programar” um avivamento; não podemos datá-lo. Ele é um ato soberano de Deus. Podemos interceder para que venha o genuíno avivamento. Podemos nos arrepender de nossos pecados. Podemos ter vida de oração. Então, busquemos o avivamento de todo nosso coração.

Oração:

Senhor que a chama do Seu Espírito não se apague em nós, mas que sejamos cada vez mais incendiados por ela. Em nome de Jesus amém.

Pastora Rosemary Barbosa