Em Foco

Devocional Diário 17/09/21

Introspecção:

Texto base: Jó 1:1-5; 20-22

 

Há quem diga que a história de Jó é uma fábula. O texto da Palavra de Deus diz que havia um homem, o que dá sentido a existência, realidade. Diferente das parábolas contadas por Jesus, a história de Jó não é uma alegoria. Jó era um homem íntegro e irrepreensível, Isso não significa que não era um pecador perante Deus. A sua vida com Deus o motivava a desviar-se do mal. Jó tinha uma família ideal e, por ter muitos filhos e filhas, era considerado abençoado, pois, no Oriente Médio, ter muitos filhos era sinal da benção de Deus.

Quando olhamos para Jó, vemos um adorador extravagante. Estamos falando de alguém que tinha a adoração presente em sua vida, independentemente das circunstâncias. Jó era um homem exemplar, um pai que cuidava dos filhos/as. Ele os santificava por meio das orações e dos holocaustos que oferecia a Deus a favor deles; cumpria um papel de intercessor. Jó temia que seus filhos/as pudessem pensar ou falar irreverentemente de Deus. Um homem que andava em retidão. Tanto, que Deus disse que não havia na terra homem como ele.

A extravagante adoração de Jó incomodou a Satanás, a ponto de este acusá-lo de servir ao Senhor com fidelidade por interesse. Como se o inimigo perguntasse a Deus: “Será que Jó não tem segundas intenções?” Mas, quando Deus se refere à Jó, Ele diz: “Meu servo”; isto é, havia um bom relacionamento entre eles. Jó era sincero diante de Deus, e o desejo do nosso Senhor é que tenhamos um relacionamento assim para com Ele.

Um/a adorador/a extravagante tem um bom relacionamento com O adorado, que é o “Nosso Deus”, e recebe a Sua proteção. Nada acontecia a vida de Jó se não por permissão do próprio Deus, porque ele era um adorador extravagante, e o nosso Deus conhecia o seu coração. O inimigo não acreditava na sinceridade da adoração extravagante de Jó. Então, Deus permitiu que satanás tocasse nos seus bens e que ele perdesse tudo de uma vez, inclusive seus filhos/as.

Não podemos esquecer que o nosso Deus limita o poder do inimigo. Um/a adorador/a extravagante encontra força e segurança na certeza de que as ações satânicas são tolhidas pelo poder do nosso Deus supremo. O que o Senhor permitiu que o inimigo tocasse na vida de Jó lhe trouxe um desastre em série. Primeiro, o sequestro de seu gado e a morte de seus servos; depois, caiu fogo de Deus do céu e houve perda de seus camelos e servos; e, por fim, grande vento destruiu sua casa e matou todos os seus filhos/as.

Por fim, a reação de Jó às atribulações entra em foco. Será que ele servia a Deus para obter vantagens pessoais, como Satanás havia insinuado (v.1:9)? Sabemos que não, pois, foi até orientado pela sua esposa a abandonar o Senhor e morrer, o que ele não fez. Jó passou pelo primeiro teste com um comportamento de um adorador extravagante. Aceitou humildemente a vontade de Deus, sem reclamar ou culpá-lo pelo infortúnio. Jó manteve sua adoração ao Senhor mesmo diante de toda perda, sofrimento, enfermidade e conselhos errados. Jó reconheceu a soberania do Criador sobre todas as coisas e circunstâncias, quando se lançou em terra, e adorou.

Jó não teve essa atitude como um reflexo involuntário mediante sua dor e sofrimento. O seu coração era de um adorador extravagante que reconheceu o domínio do Senhor sobre todas as coisas.

ORAÇÃO:

Senhor, que sigamos o exemplo de Jó e que sejamos adoradores/as extravagante independente da situação que enfrentamos. Em nome de Jesus. Amém.

Pastora Rosemary Barbosa