Em Foco

Devocional Diário 19/09/21

Introspecção:

Texto base: Mateus 27:50-51

 

Esta semana, as pessoas desta terra se despediram de um crente no Senhor Jesus que, a partir da segunda metade dos anos 80, contribuiu enormemente para uma nova compreensão de adoração a Jesus. Refiro-me ao meu querido irmão em Cristo, Claudio Claro que, agora, descansa no Senhor. Eu deixava de ser adolescente e o ainda bem jovem Cláudio Claro, com sua doce voz, suas composições profundamente espirituais, e seu misto de simplicidade com total conhecimento da arte da música; este ministro incrível, chamado Cláudio Claro, foi usado tremendamente por Deus para que o Espírito Santo transitasse livremente pelas congregações onde, de forma extravagante, o povo adorava ao Deus vivo, sendo dirigido pela ministração deste servo de Jesus Cristo.

Conto aqui uma história: Conheci o Cláudio Claro quanto ele ministrou em um seminário de louvor, por volta de 1989. Comprei seus LPs, aprendi a tocar algumas de suas músicas na Igreja Metodista da Penha músicas (para quem não acredita, eu já fui tecladista do ministério de louvor) e, rapidamente, o Cláudio Claro foi alçado a uma posição de grande admiração em meu coração. Passaram-se 16 anos e, em algum momento entre 2006 e 2007, pastoreando no Distrito de Petrópolis, tive a imensa alegria de conviver por dois anos com o Cláudio Claro, por ocasião de ele trabalhar com outro grande amigo que descansa hoje no Senhor, Rev. Ary Guedes, meu S.D em Petrópolis naquela ocasião. A vontade que tive era de ter levado todos os meus LPs para ele autografar, mas não tive coragem de tamanha tietagem.

Um dia, descendo a Serra de Petrópolis com a família, meu carro quebrou na BR, já perto do Rio de Janeiro. De repente, um carro parou, e era o Cláudio Claro que havia me reconhecido e parado para prestar socorro, dizendo: “Pastor Marquinhos, está tudo bem?” Até recentemente, eu e minha esposa comentávamos que naquele dia, assustados em uma BR meio deserta, sentimos como se Deus houvesse enviado um anjo ao nosso socorro. E este anjo era justamente um (quase) herói da minha adolescência.

Irmãos e irmãs, por que resolvi dedicar tantas linhas a memória deste meu querido e já saudoso irmão em Cristo? Não apenas para fazer uma justa homenagem a sua memória, mas também para lançar luz a isto que ocorre quando adoramos de forma extravagante: Marcamos uma geração. Cláudio Claro, ao compor e interpretar “Além do Véu”, dentre tantas outras canções, marcou a minha. Esta canção, em especial, me fez compreender, na ocasião em que a ouvi pelas primeiras vezes, este texto de Mateus 27:50-51. Podemos adorar em Espírito e em verdade ao nosso Deus, adentrar no Santo dos santos, porque o véu que nos separava já não separa mais. Adoramos além do véu. Lugar de encontro com o eterno.