Em Foco

Devocional Diário 26/09/21

Introspecção:

Texto base: Gn 22:1-13

 

Adoração é sacrifício. Deus conhecia o coração de Abraão como também conhece os nossos. Quando somos provados, isto não se dá para que Deus meça nossa disposição em sacrificar, em adorar, em resistir, pois Deus já tem esta medida a nosso respeito. A prova pela qual passamos em Deus é para que nós sejamos edificados, para que nós venhamos a crescer e passar a um novo nível de intimidade com o Senhor e, a cada nível, somos mais e mais edificados, mais e mais sacrificamos, mais e mais adoramos de forma cada vez mais extravagante, e mais e mais somos abençoados. Abraão também conhecia a Deus. Desde o momento em que Abraão ouviu a voz do Senhor, chamando-o a oferecer o filho como holocausto em sacrifício a Ele, Abraão já tinha a certeza em seu coração de que algo de extraordinário aconteceria, e jamais seu filho correria risco de morte, o que de fato jamais aconteceu.

Abraão, já íntimo do Senhor, tinha certeza de que servia a um Deus de vida, e não de morte. Nosso Deus abomina e sempre abominou a violência, a morte de inocentes. De modo que jamais seria compatível com o que Abraão conhecia do Deus vivo o pensamente de que Ele, o Senhor, pudesse consumir a vida do filho prometido por este Deus a ele, Abraão. Tanto que, quando o menino pergunta: “Onde está o cordeiro para o holocausto?”, Abraão responde: “O Senhor proverá”. Um ato de fé presente naqueles que adoram de forma extravagante. Quando Abraão ordena que seus servos fiquem para trás e sobe ao monte apenas com Isaque, ele diz para os servos: “eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós”.

Destaco duas coisas nesta fala de Abraão: A primeira é a confirmação de que todo o tempo ele tinha certeza de que Deus não encerraria a vida de seu filho Isaque, pois já avisara desde aquele momento aos servos que voltaria com este. A segunda é o motivo da subida ao monte. Este motivo é a adoração (extravagante). Quando saímos para adorar de forma extravagante, voltamos sempre cheios, nunca vazios. A adoração extravagante leva ao refinamento do adorador. Pois, quando adoramos de forma extravagante, somos nós quem nos oferecemos em holocausto. Desta forma, passamos pelo fogo; porém, não um fogo que destrói, mas sim um fogo que batiza, que forja-nos como instrumentos vivos nas mãos do Deus vivo. Entremos na fogueira do Senhor e o adoremos de forma extravagante.

Pr. Marcos Ferreira