Em Foco

Devocional Diário 28/10/2021

Introspecção:

Texto base: “portanto, vocês, os não-judeus, não são mais estrangeiros nem visitantes. Agora vocês são cidadãos que pertencem ao povo de Deus e são membros da família dele”. (Efésios 2:19).

 

Eu li um trecho do livro “Crescendo nas Estações da Vida”, do autor Charles Swindoll e fiquei muito tocada com a história que ele conta, e quero refletir nesta devocional sobre este relato. “Eu tenho um velho companheiro da Marinha que se tornou um cristão vários anos depois de sair das forças armadas. Quando a notícia de sua conversão chegou até mim, fiquei agradavelmente surpreso. Ele era um daqueles caras que você nunca imaginava que se interessaria pelas coisas espirituais. Ele amaldiçoava em voz alta, bebia muito, lutava cruelmente, perseguia as mulheres, amava as armas e odiava o serviço de capelania. Ele foi um grande marinheiro! O cristianismo e ele realmente não combinavam naquela época.

Então, um dia nos encontramos. Quando a conversa girou em torno de sua salvação, ele ficou sério, colocou a mão no meu ombro e admitiu: ‘Chuck, a única coisa da qual eu sinto saudades é daquela velha reunião onde todos os caras fardados se encontravam lá na taverna. Cara, a gente sentava em uma roda, dava risadas, contava histórias, bebia algumas cervejas e relaxava de verdade. Era demais! Ainda não encontrei alguma coisa para preencher aquelas horas de deleite. Também não encontrei ninguém para admitir minhas falhas… para colocar os braços em volta de mim e me dizer que eu ainda estou bem’.

Meu estômago revirou. Não porque eu estava surpreso, mas porque tinha que concordar. Aquele homem precisava de um refúgio… alguém para escutá-lo. O incidente me lembrou de uma coisa que li vários meses atrás: O bar da esquina é possivelmente a melhor réplica que existe do companheirismo que Cristo quer dar a sua Igreja. É uma imitação, distribuindo licor ao invés de graça, fugindo ao invés de encarar a realidade, mas é um companheirismo permissível, receptivo e inclusivo. Ele é discreto. É democrático. Você pode contar para as pessoas os segredos, e elas, normalmente, não os contam para os outros e nem querem contá-los.

O bar floresce não porque a maioria das pessoas é alcoólatra, mas porque Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer e ser conhecido, de amar e ser amado. Assim, muitas pessoas encontram a imitação pelo preço de algumas cervejas. Eu acredito de todo o meu coração que Cristo quer que a sua igreja seja uma comunidade onde as pessoas possam entrar e dizer: ‘Estou afundando!’ ‘Não sei mais o que fazer!’

Pessoas desencorajadas não precisam de críticas. Já sofrem por si próprias. Não precisam de mais culpa ou angústia empilhadas. Elas precisam de incentivo. De um refúgio, um lugar para se esconderem e sararem; alguém disposto, atencioso e disponível; um ombro amigo e confidente.”

Se queremos ser uma Igreja grande para impactar e em células para amar, cuidar e se importar, precisamos ser uma Igreja centrada nos relacionamentos: com Deus, consigo mesmo e com o próximo.

Precisamos ser uma Igreja partir da qual ninguém se sinta sozinho, todos se sintam parte da família. Precisamos ser uma Igreja pequena o bastante para que haja comunhão profunda (células) e grande o suficiente para abrigar toda a comunidade (cultos de celebração).

Precisamos ser uma Igreja a partir da qual cada pessoa seja desafiada e apoiada para a comunhão diária com Deus através da Bíblia e da oração.

Precisamos ser uma Igreja a partir da qual cada pessoa seja um ministro servindo uns aos outros e à comunidade, usando os dons espirituais, tendo Cristo como modelo.

Precisamos ser uma Igreja a partir da qual cada pessoa cultive uma atitude de transparência, simplicidade, perdão e aceitação no trato umas com as outras.

Precisamos ser uma Igreja a partir da qual cada membro se sinta responsável em levar Cristo às pessoas do seu relacionamento e se proponha em ajudá-las a crescer na fé.

Oração:

Senhor nosso Deus, nos ajude a ser a Igreja que o Senhor deseja. Em nome de Jesus amém.

Pastora Joseane Goese