Em Foco

Guia para Células 08/06/21

As sete Igrejas da Ásia


Igreja VI – A Igreja Fiel Versículo base: Ap 3:7-13


Introdução

Filadélfia, que, em grego, significa “amor fraternal”, era uma pequena cidade localizada acerca de 65 km a sudeste de Sardes. Sua localização, o cultivo de vinhas e a produção de vinho fizeram dela uma cidade rica e comercialmente importante. A cidade foi fundada por Átalo II, e dada em homenagem a Eumenes II, o seu irmão predecessor.

 

  • A chave de Davi

Em Isaías 22:20-22, Eliaquim recebe a chave de Davi; ou seja, ele recebe autoridade total para agir em nome do rei Ezequias na casa deste. Da mesma forma, Jesus recebe autoridade da parte de Deus, total autoridade sobre todas as coisas (Ap. 5:5). O detentor da “Chave de Davi” é denominado Hakadosh, barukh Hu – termo muito utilizado na tradição judaica, que significa “o santo, abençoado seja ele”. O Santo é verdadeiro, genuíno, autentico Filho de Deus. Este não é manufaturado, feito pelas mãos humanas como inúmeros existentes no mundo de então. Filadélfia é conhecida como “pequena Atenas”, devido ao grande número de templos e de suas respectivas divindades.

 

  1. Uma porta aberta

O contexto desta imagem continua sendo Isaías 22:15-25. A Assíria havia invadido Judá, conforme Isaías havia advertido, mas, em vez de confiarem que Deus livraria seu povo, os líderes judeus, de forma equivocada, confiavam no Egito.

Um dos líderes traidores era Sebna, que usava seu cargo não para o bem do povo, mas para benefício próprio. Deus providenciou para que Sebna fosse removido do seu cargo e para que um homem fiel, chamado Eliaquim, fosse colocado em seu lugar e investido de autoridade. Eliaquim, filho de Hilquias é um retrato de Jesus Cristo, o administrador idôneo dos assuntos do povo de Deus (Ap. 1:18).

Dentro da perspectiva Neotestamentária, uma porta aberta significa oportunidade de ministério. Deus concede à igreja da Filadélfia o mesmo que concede a nós: uma grande oportunidade de fazer o nome de Jesus conhecido em todas as nações. A igreja da Filadélfia contraria a visão de muitos, pois a mesma não era uma mega igreja. Filadélfia era uma igreja pequena, com poucos recursos humanos e financeiros, porém como Esmirna, mantinha-se fiel ao chamado do grande mestre.

 

  1. A perseguição sempre presente

O Senhor continua a fazer referência à sinagoga de Satanás, constituída por aqueles que a si mesmos se declaram judeus e, na realidade não são, pois são falsos (Ap. 3:9). Os judaizantes espezinhavam os gentios convertidos, exigindo-lhes ritos e costumes próprios da lei mosaica. A Igreja do Senhor Jesus não peleja contra carne e sangue (Ef. 6:12). Porém, nesta comunidade de fé e serviço, havia uma batalha ferrenha entre tradicionalistas e cristãos gentílicos.

A sinagoga de Satanás usava armamento pesado contra os novos cristãos: calúnias, mentiras, acusações… Satanás é o eterno acusador do povo de Deus. Ele usa sempre religiosos no interior das igrejas para disseminar suas pestilências (Ap. 12:10). A Igreja de Cristo, a exemplo da comunidade em Filadélfia, vive na dinâmica das oportunidades e do desafio dos obstáculos.

 

  1. Três promessas do Salvador para mim e para você
  • PRIMEIRA PROMESSA (Ap 3:9): Nosso Deus é que trata com os nossos inimigos. Deus luta as nossas batalhas e peleja as nossas guerras. Quem toca nos ungidos terá a resposta de Deus, e não a nossa.
  • SEGUNDA PROMESSA: Ele nos livrará da tribulação (Ap. 3:10). Sem dúvida, trata-se de uma referência do tempo da tribulação que João descreve em Apocalipse 6 a 19, o tempo de “angustia para Jacó” (Jr 30:7). Essa não é uma tribulação local, pois envolve aqueles que habitam sobre a terra (Ap 6:10). Segundo vários estudiosos da Bíblia, Ap. 3:10 é uma promessa de que a Igreja genuína de Cristo não passará pela grande tribulação, pois será levada para o céu antes que este período tenha início na face da terra (I Ts 4.13 e 5.11).
  • TERCEIRA PROMESSA: Que Deus os honraria pela sua fidelidade (Ap. 3:12). As cidades antigas, muitas vezes, homenageavam seus líderes construindo para eles colunas com seu nome inscrito. As colunas de Deus não são de pedra, pois não existe templo na cidade celestial (Ap 21:22). Suas colunas são as pessoas fiéis chamadas pelo nome de Cristo para a Glória D’ele (Gl 2:9).

No sentido denotativo, literal, somos como Filadélfia, pois Deus colocou diante de nós portas, oportunidades. Acima de tudo, devemos ver e entrar por todas as oportunidades abertas pelo Espírito a nós e superar os obstáculos em nome de Jesus (I Jo 2:28).

 

CONCLUSÃO

  1. O glorioso e eterno Deus permite que cada igreja cristã, embora pequena e pobre, tenha portas abertas, excelentes oportunidades para anunciar o Evangelho.
  2. Sejamos uma Igreja viva debaixo da influência poderosa e sobrenatural do doce Espírito, refletindo sobre o mundo nosso amor e comunhão como comunidade de fé e serviço.
  3. Que Deus sustente a cada um de nós, para que ninguém e nem nada possa tomar nossa coroa, e nada neste mundo nos afaste do nobre e excelente caminho, que nos conduz ao Pai celestial.

 

“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas”.

 

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O ESTUDO EM PRF