Em Foco

Guia para Células 08/10/21

Introspecção:

Texto base: Apocalipse 4:9-11 e Isaías 6:1-3

 

Adoração celestial nos ensina a sermos adoradores/as extravagantes aqui na terra, para continuarmos no céu. No texto de Apocalipse 4:9-11, os seres viventes dão glória, honra e ações de graças ao Senhor. Eles reconheceram a supremacia de Deus, reconheceram que foram remidos e têm suas coroas graças às bênçãos do Senhor.

É esse senário celestial que encontramos na visão dada ao profeta Isaías, quando lemos: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is. 6:3). Os serafins estavam cobertos, como se tentando ocultar-se o tanto quanto possível, em reconhecimento da sua indignidade na presença do Santo. E, se o serafim santo e puro exibe tanta reverência na presença do Senhor, quanto mais respeito devemos ter ao tentarmos aproximarmo-nos dEle!

A reverência mostrada a Deus pelos anjos deve nos lembrar de nossa própria presunção quando nos apressamos em Sua presença irreverentemente e impensadamente, como frequentemente alguns fazem por não entenderem a Sua santidade. Um/a adorador/a extravagante sabe como entrar na presença do Senhor porque reconhece sua santidade.

A visão de João do trono de Deus em Apocalipse 4 foi semelhante à de Isaías. Novamente, havia criaturas viventes ao redor do trono proclamando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus Todo-Poderoso” (Apocalipse 4:8), em reverência e temor ao Santo. João prossegue descrevendo estas criaturas dando glória, honra e reverência a Deus continuamente em torno do Seu trono.

O texto diz que os serafins clamavam uns aos outros; isto é, esta adoração era contínua. Em Apocalipse 4: 8, os seres viventes não descansavam nem de dia e nem de noite, dizendo: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo – poderoso, que era, que é e que há de vir.” Os seres viventes estão falando da natureza eterna de Deus.

Esses textos nos alertam que descanso é uma necessidade física da nossa vida aqui, mas será totalmente desnecessário no céu. Porque no céu haverá adoração constante dia e noite. Um adorador/a extravagante está apenas vivendo um tempo de treinamento para algo que será eterno. Como adoradores/as extravagantes, precisamos aprender com esses seres celestiais a não cessar a nossa adoração ao Senhor, até que Ele venha.

Fomos criados à imagem de Deus e compartilhamos muitos dos seus atributos, obviamente em um grau muito menor – amor, misericórdia, fidelidade, etc. Entretanto, alguns dos atributos de Deus nunca serão compartilhados por seres criados – onipresença, onisciência e onipotência. A santidade de Deus é mais do que Sua perfeição ou pureza sem pecado; é a essência de Sua “alteridade” (Sua transcendência). A santidade de Deus encarna o mistério da Sua grandiosidade e nos faz olhar para Ele com temor ao começarmos a compreender um pouco da Sua majestade.

Então, conseguimos compreender o porquê dos anciãos lançarem coroas diante do trono. Eles simbolizavam, com essa atitude, a entrega voluntária da autoridade deles ao Criador. Era uma declaração e reconhecimento de Deus como Todo Poderoso criador, o único que deve ser adorado e reconhecido como Rei Soberano. Um/a adorador/a extravagante precisa ter esse entendimento e viver essa verdade. Reconhecendo sempre o Senhor como Rei Soberano.

Como falamos no inicio: Assim como os seres celestiais reconheciam a supremacia de Deus, devemos, como adoradores/as extravagantes, fazermos o mesmo. Reconhecer que fomos remidos e temos uma coroa guardada se permanecermos fiéis adorando ao Pai em Espirito e em verdade.

ORAÇÃO: Senhor, ajude-nos a ter uma vida de constante adoração ao Senhor. Em nome de Jesus. Amém.

Pastora Rosemary Barbosa