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Guia Para Células 20/09/21

Série VII – O DEUS DESCONHECIDO : Estudo II – Uma testemunha do Deus desconhecido

Texto base: At. 17.23-30

 

INTRODUÇÃO:

Paulo foi um missionário de cultura enciclopédica. No Areópago, ele desfilou soberano, não apenas porque foi criado aos pés de Gamaliel, mas porque teve uma experiência genuína a caminho de Damasco (At. 9.3-9) e foi um conhecedor da História de seu povo, bem como um profundo conhecedor das Sagradas letras. Os deuses dos gregos eram nada mais do que ídolos. Eram deuses feitos pelas mãos humanas. Mas, o Deus de Paulo é o nosso Deus, “que fez o mundo e tudo que nele existe” (At. 17:24). É o Deus que tem vida em si mesmo, que não foi criado, não foi inventado, mas que é a origem, a causa, o sentido e o fim de toda a criação (Rm 11:36).

 

EU SOU TESTEMUNHA DO DEUS DESCONHECIDO, POIS ELE É O CRIADOR DO UNIVERSO

O livro “Origem das Espécies”, de Charles Darwin, publicado em Londres em 1859, contém nada mais nada menos do que oitocentos verbos no futuro do subjuntivo, “SUPONHAMOS”. A evolução é uma suposição improvável, uma hipótese que procura ficar em pé. A evolução sempre vai bater de frente com a Rocha, que é Jesus de Nazaré, e Sua Palavra inerrante e fiel: “No princípio, criou Deus os céus e a terra”.

 

EU SOU TESTEMUNHA DO DEUS DESCONHECIDO, POIS ELE É O DEUS DA PROVIDÊNCIA

O Deus que os homens desconhecem pela sua refinada erudição é o Deus da providência. Ele não só criou, mas cuida da criação. “Ele preserva todos com vida” (Ne 9:6). “E ele quem dá de comer a todos os animais. E quem faz crescer a relva” (Sl 114.11-14). O Deus da providência não é o “deus desconhecido” dos agnósticos. Ele se revelou na obra da criação, na nossa consciência, na Sua Palavra e em Seu Filho, Jesus Cristo. O “deus desconhecido” não é o deus distante dos deístas. Ele está presente; Ele é imanente, sem deixar de ser transcendente. Ele se importa conosco. Ele ama, sofre, chora, busca, abraça, celebra e se alegra em nos conquistar com o Seu amor.

O “deus desconhecido” não é o deus bonachão dos epicureus. Ele é Deus e Santo; Ele não tolera o mal. Ele não faz vistas grossas ao pecado, mas o abomina. Deus é justo, fiel e verdadeiro. O “deus desconhecido” não é o deus insensível dos estóicos. É o Deus que perdoa, levanta o caído, tira do monturo o necessitado e faz assentar entre os príncipes. Ele restaura o quebrado. O “deus desconhecido” é vivo; não é o deus mudo, surdo, imóvel e insensível das imagens de escultura (Sl 115).

 

EU SOU TESTEMUNHA DO DEUS DESCONHECIDO, POIS ELE É O DEUS QUE SE ENCARNOU PARA SER REDENTOR

Paulo e o Cristianismo refutam a tese dos epicureus ao afirmarem que Deus não está distante e muito menos insensível, mas amou-nos de tal maneira que nos enviou Jesus Cristo para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Paulo fala que o DEUS DESCONHECIDO é o Deus encarnado (Is. 1.14). O “deus desconhecido” não é um Deus iracundo, vingativo e caprichoso, mas é o Deus de amor, que se entregou por nós (Gl 2.20). Os atenienses eram muito religiosos; porém, desconheciam o verdadeiro Deus, manifesto e encarnado em Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Não há nenhuma urgência mais urgente do que entregarmos nossas vidas a Jesus. Nenhuma riqueza deste mundo pode pagar o valor de uma alma.

Em At 17:18, há o registro de que Paulo anunciou aos atenienses sobre Jesus e a ressurreição. Eles pensavam que Paulo estava acrescentando mais um deus no panteão romano, Jesus anástasis (ressurreição). Os gregos não toleravam a ideia da ressurreição (At. 17.32). Mas, Paulo não era um profeta da conveniência. Ele não pregava o que o povo queria ouvir, mas sim o que o povo necessitava ouvir. Ele tinha como alvo agradar a Deus, e não aos homens. Em Atenas, e nos demais lugares, Paulo colocou a ressurreição de Cristo não como uma teoria, hipótese ou tese, mas sim como argumento insofismável, categórico. A ressurreição, para Paulo e para os verdadeiros e genuínos cristãos, é um fato histórico.

A ressurreição tornou-se a pedra de esquina sobre a qual foi erguido o pilar central do Cristianismo. Essa não é uma doutrina secundária, mas sim a espinha dorsal do cristianismo. Somos o povo da esperança viva. Cristo ressuscitou, e nós também iremos, com um corpo incorruptível, poderoso, glorioso, espiritual e celestial (I Co 15. 42-49), semelhantemente ao corpo da glória de Cristo (Fl 3.21).

 

CONCLUSÃO

1-    O “deus desconhecido” é o Deus criador dos céus e da terra;

2-    O “deus desconhecido” é o Deus que cuida de mim e de você, Deus da providência e do pastoreio;

3-    O “deus desconhecido” é o Deus encarnado, que deu a cara a tapa para salvar a você e a mim. É o Deus Emanuel, o Deus que conosco está.

 

PARA COMPARTILHAR:

  • Você tem a dimensão de que Ele criou todas as coisas, inclusive você? E que Ele é um Pai de amor?
  • Você tem entregado os cuidados da sua vida nas mãos Dele?
  • Você é uma testemunha da ressureição Dele?