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Guia para Células 24/08/21

Série VI – A grande Colheita: Estudo III – A semeadura e a colheita – Os campos estão brancos, a colheita é urgente

Texto Base: João 4.31 – 35

 

Sabemos que para uma grande colheita precisamos de uma semeadura com sementes de qualidades. Também é bem claro que colheremos mais do que semeamos. A lei da semeadura sempre está presente em nossas vidas, pois tudo que semeamos voltará em forma de colheita. O nosso desejo é que, venhamos semear no Espírito para colhermos vidas.

Ao ver uma plantação sabemos se a colheita será um sucesso ou não. O aspecto da planta não deixa dúvidas. Olhe para dentro de você, suas atitudes, palavras e comportamentos e veja se a semente do evangelho vai nascer, crescer e produzir. Veja se sua colheita será um sucesso.

A semente que recebemos é da melhor qualidade; a palavra de Deus não falha. Se não temos boa colheita podemos ter certeza que é o solo que não está capacitado para tal; e não a semente. Uma das maiores dificuldades é que sempre começamos bem ao semear, mas não conseguimos perseverar até que venha o tempo da grande colheita. A Palavra de Deus deixa muito claro que a boa colheita vem apenas para quem não desfalece; ou seja, para quem semeia e persevera. A perseverança é uma ferramenta para quem quer alcançar uma grande colheita.

O livro de Eclesiastes deixa bem claro que: “Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: …tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou:…” (Ec 3. 1-2b). Então, mantenha o foco e não deixe que nada venha desanimá-lo/a desta grande missão até que venha o resultado. Assim como a falta de perseverança não nos permite ver a grande colheita, a precipitação em colher fora do tempo também não nos permite um bom resultado.

“O lavrador, quando semeia sua semente, é obrigado a esperar um período considerável antes de produzir uma colheita”. O Senhor sabe o tempo certo para a grande colheita, no evangelho de João Ele deixa bem claro quando diz: “Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vedes as terras, que já estão brancas para ceifa”. (João 4.35)

Jesus aconselha a usarmos o colírio espiritual para obtermos visão espiritual. Porque as necessidades prementes cegam para as grandes coisas que estão acontecendo. É possível que a nossa forma de ver as coisas possa estar diferente da de Deus. Temos discernido que este é um tempo de colheita, mas alguns talvez estejam pensando: Falta muito tempo, não se preocupe, não esquenta a cabeça, temos outras prioridades.

Os discípulos estavam preocupados com a alimentação de Jesus, e o próprio Jesus responde: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra”. (João 4.34). Jesus se recusa a comer e passa a ensinar-lhes verdades espirituais sobre o tempo da colheita de Deus. Ninguém pode realizar algo significativo no reino de Deus a não ser que tenha uma grande visão. Os nossos olhos espirituais devem estar sempre iluminados, a fim de que possamos ver o que o Senhor tem nos mostrado. O Senhor estava dizendo a seus discípulos: Este é o tempo da colheita, eu quero que vocês participem desse tempo.

Jesus disse: “Levantai os vossos olhos”, olhos que precisam ser levantados, são olhos que não estão focados onde deveriam estar. A recomendação de Jesus é que os nossos olhos estejam nos campos do Senhor, mas somente quem ergue os olhos para olhar firmemente para Jesus é que pode ver e discernir o tempo e perceber que uma grande colheita já está preparada. Deve haver unidade de propósito e de visão entre os ceifeiros, do contrário a colheita não acontece.

O que Jesus quis dizer com essas palavras é que “apesar da colheita de grãos estarem ainda distante (quatro meses), a colheita de almas já poderia ser feita”. Não havia tempo a perder. A noção de urgência está no coração de Deus! Ele nos convoca a sairmos do comodismo e a ter uma visão além do natural. Ele quer que olhemos para os campos pela ótica espiritual e isso envolve urgência na ceifa.

Então, vamos abandonar toda ociosidade. Desprendemo-nos da inércia espiritual. Corramos para os campos a fim de realizarmos a grande colheita.

Plantamos e colhemos principalmente através das células, discipulados. A célula e o discipulado é o celeiro e lugar de treinamento para novos ceifeiros, pois recebemos sementes do evangelho para a propagação do Reino de Deus. Tanto a semeadura quanto a colheita requerem pessoas prontas para o serviço e dedicadas a ele.

Preste atenção na diferença da recompensa da colheita terrena, da colheita espiritual:

A colheita natural tem uma durabilidade terrena, pois pode trazer benefício, lucro monetário, riqueza, mas tudo isso, são coisas terrenas. Os bens adquiridos por essa colheita, a traça e a ferrugem corrói. Tem fim. A recompensa da colheita natural pode até afetar a vida espiritual, quando o amor ao dinheiro, o apego aos bens, se tornam maiores do que o amor a Deus.

A recompensa produzida pela colheita espiritual, no entanto, é completamente diferente! Jesus faz questão de afirmar através do evangelho de João que nela, o ceifeiro entesoura o seu fruto para a vida eterna! A colheita espiritual é eterna! Quem dela participa reserva para si um tesouro não terreno, mas celestial! O objetivo é o mesmo: salvar vidas.

 

CONCLUSÃO: A Palavra de Deus hoje nos convoca à ceifa. Os campos estão brancos e a colheita não pode atrasar; ela é urgente. Fomos comissionados por Cristo para participar dela. Vamos assumir um compromisso com o Senhor da seara de participarmos da grande colheita, como ceifeiros entusiasmados e comprometidos para a ceifa, pois não desfaleceremos até que venha a grande colheita.

 

Pastora Rosemary Barbosa