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Guia para Células 30/08/21

Série VI – A grande Colheita: Estudo III –Estudo IV – Colheita por meio do amor

Texto base: João 3 e 4

O livro de João aponta para nós que a colheita é feita por meio do amor. Todos conhecemos o famoso texto de João 3:16 “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

No capítulo 3 ele nos mostra isso, que todo aquele que crê tem acesso à vida eterna. Todo é todo, não são alguns, não são os mais santos, não são os mais corretos, mas todo que crê. Ou seja, a oportunidade de crer deve ser oferecida a todas as pessoas. Em seguida no capítulo 4 ele traz para nós exatamente esse exemplo, ao nos apresentar a história da mulher samaritana. Observe os versículos 27-29. Jesus falou com a mulher, tocou a sua vida com amor e graça e, então, ela deixa seu cântaro para anunciar o Cristo. Aqui, Jesus deixa claro que devemos deixar de lado todo o preconceito, e nos posicionar em amor para oferecer a oportunidade da salvação por

meio da fé em Jesus Cristo.

Portanto, se desejamos uma grande colheita, não devemos deixar ninguém de lado, mas sim tocar a todos com amor. Devemos não ter preconceito, não fazer acepção de pessoas, todos precisam ouvir o evangelho (Rm. 2.11). Jesus quebrou dois preconceitos sociais de sua época ao conversar com a mulher samaritana. Segundo os judeus, ninguém desta tradição deveria se relacionar com um samaritano. E, segundo a instrução rabínica não era conveniente a um homem conversar com uma mulher na rua, nem mesmo a sua esposa. Os discípulos se admiraram duplamente com a atitude do seu mestre (v. 27). Esses mesmo discípulos compravam pão dos samaritanos, talvez falassem sobre tempo, política e costumes, mas nunca iriam dizer nada sobre o Messias, e nem mesmo sobre a salvação. Há muitos frutos a serem colhidos entre os marginalizados. Entretanto, os discípulos estavam presos à sua agenda, era hora de comer, mas não de pregar. Precisamos nos desvestir de nossos preconceitos e levar a palavra de libertação àqueles que vivem à margem da nossa sociedade. O preconceito é um entrave para nossa missão. O Reino é de ponta cabeça. Deus nos chamou para levar a luz a todos/as, em todo tempo. No texto que lemos nos versículos seguintes do 39 em diante, a mulher samaritana, uma marginalizada, prega e muitos da cidade creem em Jesus. Não foram os discípulos, mas sim uma mulher, que proclamou a salvação. Ela aprendeu com Jesus, com seu amor, foi à cidade e disse a todo povo: venham e vejam. Sem acepção de pessoas.

Ainda no livro de João, Jesus aponta em João 13:34-35: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. Nesta parte Jesus está nos dando um Novo Mandamento. John Wesley comenta que o mandamento não é novo, mas foi dado numa intensidade nova: amar como Cristo amou. Cristo amou se doando para que outros (no caso nós) tivéssemos vida eterna. Nós enquanto discípulos, devemos amar nessa mesma intensidade, percebendo o próximo e oferecendo o que temos: o amor com que Cristo nos amou. Os discípulos são reconhecidos por amar uns aos outros, e consequentemente por transmitir esse amor a todos.

Portanto, o amor é o padrão de colheita do Pai. Ele fez de nós filhos, ele fez de nós discípulos por meio do amor. O amor revelado por meio do filho é o que nos tocou, é o que salvou a mim e a você. Hoje, somos chamados para tocar as vidas com amor. Não é com grandes discursos, com doutrinas perfeitas, com leis intactas, com extrema santidade que vamos tocar as vidas. Mas sim, com amor. Amor que vai até a realidade do outro e oferece uma única resposta, que é: Jesus Cristo. Esse é o padrão de colheita do Pai, esse deve ser o padrão de colheita da igreja.

 

Oração:

 

Senhor Jesus, nos ajude a amar como o Senhor amou, e a oferecermos esse amor a todos aqueles que estão ao nosso redor. Desejamos trazer muito filhos e filhas para esse reino de amor. Em nome de Jesus, amém.

Rubia Campos