LIÇÕES

Devocional 18-12

18 de Dezembro

Leitura bíblica: Efésios 4.15

Parar de pensar à minha maneira ou ao meu modo, e pensar do jeito de Cristo – compreender que não vive mais o meu Eu, mas vive Cristo em mim, e desta forma minhas atitudes devem ser pautadas no próprio Cristo – não é uma tarefa fácil, exige renúncia e muita dedicação. Lembro-me das palavras do próprio Paulo quando ele fala “porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço” (Romanos 7.19).

É possível compreender que o apóstolo relata a luta diária contra o Eu. A luta a ser travada em primeira instância deve ser: abandonar achismos, nossas paixões (páthos, que no grego é apontada como uma doença), a paixão em sua maioria não é salutar (saudável), pois em sua maioria carrega militância, ou seja, uma busca cega. Devemos viver o único e verdadeiro propósito que é Cristo, viver Cristo; guiar o próximo e ter como missão a restauração do indivíduo, a Missão da restauração da imagem de Deus. Uma vocação dada desde o Gênesis quando “O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo (Gênesis 2.15).

Mas primordialmente temos que buscar em crescimento sadio e verdadeiro, e este crescimento ou molde precisa ter como forme ou matriz a semelhança com Deus. Crescer em Cristo significa viver em santidade, buscar constantemente viver a semelhança de Cristo e com o crescimento que é contínuo, posteriormente gerar frutos, ajudar o próximo a crescer, sendo um cuidador, e com muita responsabilidade colher junto os frutos que não são para nosso deleite, mas sim para a grande colheita do Senhor.

Quando meditamos em que área precisamos pensar como Deus, é essencial trocarmos nossas lentes (visão/pensamento) e olhar com os olhos de Deus (Amor, perdão, graça). Crescer na graça está longe do extremismo do relativismo da atualidade, onde eu me preocupo com a salvação individual e não em preocupo com o próximo ou mesmo creio que todo o meu pecado já foi perdoado na CRUZ sem que eu me arrependa. O crescimento na graça, tem a proposta da morte, devemos crer na CRUZ da reconciliação e isso nos remete a uma responsabilidade muito grande.

A morte proposta vai nos direcionar ao crescimento que Deus tem para cada ser humano, o arrependimento e assim a reconciliação, ressignificação (mudança de vida), vindo como menino, sem adultério e posteriormente o envio onde seremos instrumentos do próprio Deus na Missão da restauração de Sua imagem e semelhança. Mas é preciso entregar a direção de nossas vidas a Cristo, para que possamos viver e crescer a cada dia, nos transformando, sendo abençoados e antes de tudo sendo canais de benção.

Reynaldo Teixeira Júnior