ATÉ QUANDO, SENHOR?
(Salmo 13)
Diante do cenário caótico que estamos vivendo em nosso município, marcado por angústia, luto, desespero devido às fortes chuvas, nós nos pegamos fazendo a mesma pergunta de Davi: “Até quando, Senhor?”
Essa não é uma pergunta de incredulidade. É o grito de uma alma cansada. Quem pergunta “até quanto” não quer explicação – quer alívio. Quer saber até onde vai suportar…
Davi repete essa pergunta quatro vezes, revelando um coração aflito, angustiado e, aparentemente, sem respostas. Talvez essa também seja a realidade de muitos hoje: oram, buscam , perseveram, mas o céu parece em silêncio…
A verdade é que Deus não se assusta com as nossas perguntas. Ele não entra em crise com a nossa dor.
Davi não esconde seus sentimentos; derrama sua alma diante de Deus. E isso nos ensina algo poderoso: é melhor levar nossas crises ao altar do que carregá-las sozinhos.
Muitas vezes, o nosso maior desafio não é enfrentar a luta… É lidar com o silêncio de Deus. Mas precisamos entender: Deus não trabalha no nosso tempo (cronológico), e sim no tempo dEle – perfeito, completo e cheio de propósito.
Entre a promessa e o cumprimento, existe um caminho: o processo.
E é esse processo que somos moldados, fortalecidos e transformados. Quando tudo parece pesado demais, talvez não seja só a prova… Mas coisas que estamos carregando sem necessidade: pesos do passado, pessoas que Deus já removeu, culpas que Ele já perdoou…
Jesus nos convida a trovar o peso: “Meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Mesmo sem respostas, Davi toma uma decisão: “todavia, eu confio na tua graça”. (Salmo 13:5).
Ele deixa de perguntar… E começa a confiar.
A fé de Davi não estava baseada no que Deus faria, mas em quem Deus é e no que Ele já havia feito.
Por isso, termina dizendo:
“Cantarei ao Senhor, porque tem me feito muito bem”. (Salmo 13:6).
Que possamos aprender hoje: mesmo quando não entendemos, mesmo quando Deus parece em silêncio, ainda assim, podemos confiar. O silêncio de Deus nunca significa ausência. Ele continua trabalhando, mesmo quando não vemos.
Talvez você não tenha a resposta para o seu “até quando”, mas pode ter uma certeza: “Vale a pena esperar em Deus!”
Pr. Leandro Guerra